Edição nº 3
 

Bebidas

Tudo azul para a Refriango

Publicado a 18-03-2010 14:21:00

Certo dia, Eurico Feliciano, 37 anos, coordenador de marketing da Luanday, empresa parceira da Refriango para o marketing e a logística, acabava de entrar no seu escritório na Rainha Ginga, quando foi interrompido pela assistente: “Bom-dia, Eurico.

Atende o Inadec?”, interrogou a Dona Natália. “Sim, claro!”, respondeu Feliciano, apreensivo com o motivo do telefonema. Quando o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), contacta as empresas nem sempre é pelas melhores razões. Em regra, o telefonema deve-se a reclamações dos clientes sobre  os serviços ou produtos. Sobejas razões para que, naquele dia, Feliciano se sentisse apreensivo com a iniciativa do Inadec.

Recorreu aos seus 20 anos de experiência profissional, para manter o sangue-frio, quando atendeu. Do outro lado da linha dizia o funcionário da instituição: “Bom- -dia. Venho incomodar porque recebemos um protesto de um consumidor. Queixa--se de que não consegue casar por causa do vinho Gaivota e da publicidade que a Refriango lhe faz”, adiantou.

O Gaivota é o primeiro produto lançado pela Refriango em 1992. Trata-se de um vinho de mesa, cuja comunicação se baseia no conceito de “alambamento”, um ritual tradicional de Angola que assinala a saída da mulher da casa dos pais para a do marido. Como é sabido, a mulher desempenha um papel preponderante na sociedade angolana, de cariz matriarcal.

Logo, a sua perda por parte de uma família merece ser recompensada. Na altura em que o homem pretende pedir a mulher em casamento, a família da noiva, geralmente os tios e as tias, juntam-se e elaboram a “lista” – um documento onde consta o dote (uma espécie de indemnização simbólica) que o noivo tem de oferecer à família da noiva. Nessa lista constam itens tão diversos quanto originais, como o fato para o pai da noiva, panos para as tias, bebidas e dinheiro.

Com a entrega da “lista” é marcada a data em que a família do noivo deverá entregar o dote. A comunicação sobre o Gaivota foca-se neste momento: o noivo não providencia o vinho para a família da noiva e os pais não aprovam o casamento. Da publicidade, há uma frase que ficou no ouvido de todos: “Sem Gaivota, não há casamento!” Foi o que se passou com o consumidor que apresentou o protesto ao Inadec contra o anúncio.

Ao ouvir as palavras do funcionário do instituto, Eurico esboçou um sorriso. O protesto provava que a comunicação estava a atingir o seu objectivo: o de promover o vinho junto da Angola profunda e dos ambientes familiares e de convívio. O episódio serve para mostrar uma característica das campanhas da Refriango e da sua missão: o afecto por Angola. O logótipo da empresa é uma expressão dessa ideia: o mapa do território estilizado num coração. O slogan da empresa
– “Paixão por Angola” – resume essa visão.

Esta paixão vem desde 1992. Na altura, o grupo de accionistas que deu origem à Refriango, ainda sob o nome de Açorango – Sociedade de Comércio Geral, Lda., iniciou a importação e distribuição de bebidas e produtos alimentares. As actividades começaram com a chegada de 30 contentores armazenados na Boavista, nos arredores de Luanda, onde mais tarde arrancou o enchimento de vinhos e licorosos – já sob a designação de Abastango e com uma nova estrutura accionista.


22 milhões investidos na fábrica de Viana

Estávamos em 1998, na fase embrionária do projecto Refriango. Em 2000 surge a ideia de construir uma fábrica em Kikuxi, Viana, cujas obras arrancam em 2002. A entrada em produção inicia-se três anos mais tarde. No total, foram 22 milhões de dólares. Neste percurso de 18 anos, três homens estiveram sempre presentes: Luís Vicente, industrial português já falecido e, o seu filho, com o mesmo nome, e José Estêvão, empresário angolano.

Hoje, com 49 anos, casado e com uma dezena de filhos, José Estêvão é um dos administradores e sócio da Refriango (com apenas 1% do capital), em parceria com a Buttzbach, SA, uma empresa de direito angolano, que detém 99% do capital.

“Desde cedo que tivemos a percepção da necessidade, da oportunidade e das vantagens de ter uma actividade industrial em solo nacional para fazer face às necessidades da população e chegar ao mercado com preços mais competitivos”, recorda José Estêvão. Desses tempos salienta a principal dificuldade: “A antiga lei de investimento estrangeiro.” Hoje, reconhece que os processos estão mais facilitados: “A lei que está a ser estudada pela comissão de trabalho da Agência Nacional Investimento Privado, facilita o investimento estrangeiro, o que é positivo para o enriquecimento e desenvolvimento económico do país.”

Os accionistas tinham objectivos ambiciosos: “Queríamos ser líderes no mercado de refrigerantes e sumos em Angola e ter uma presença forte noutros mercados africanos.” O primeiro objectivo foi conseguido, dado que a liderança nacional é uma realidade. A Refriango bate-se com as marcas importadas, em todos os segmentos. A estrela da companhia é a Blue, marca líder com um reconhecimento superior a 80% dos consumidores angolanos. Nas águas, tem a Pura. Nas colas, tem a Red Cola e American Cola. Nos outros refrigerantes, tem a Flash (sumo gaseificado), a Welwitschia (água tónica), a Speed (bebida energética) e a N’Ice Tea (chá gelado). Nos néctares tem a Nutry e a Tutti. Está igualmente nos vinhos e licorosos.

Quanto ao segundo objectivo, a internacionalização começou a concretizar-se este ano. Não para África, mas para Portugal. A estreante é a Blue. Quem assiste aos jogos do Benfica, Porto e Sporting já terá visto a presença da marca na publicidade em linha (placards no estádio). Vão ser transmitidos 85 jogos na televisão portuguesa e na Sport TV. A presença da Blue na Liga Portuguesa é o primeiro passo para a introdução da marca em terras lusas e daí, quem sabe, para outros países. Recorde-se que a Blue é uma das 17 marcas da Refriango que conta com 72 referências no portefólio.


Concorrer com as marcas internacionais

Em Angola, a aposta da Refriango é lançar produtos que possam concorrer com as grandes marcas internacionais como a Coca-Cola, a Sumol, a Compal, a Red Bull ou a Schwepps, entre outras. O administrador José Estêvão garante que “as referências da Refriango estão à altura, ou mesmo acima, do que de melhor se produz em mercados mais evoluídos como a Europa ou os Estados Unidos.”

A criatividade e a inovação são duas competências que, segundo o administrador, estão impregnadas nos processos da organização. “A capacidade de inovar ao nível dos produtos e dos sabores é um factor de sucesso. Concebemos produtos de qualidade, direccionados e adaptados ao gosto dos consumidores, o que está na base da liderança das nossas marcas em alguns segmentos do mercado”, afirma  o responsável de marketing, Eurico Feliciano.

As campanhas publicitárias são importantes para posicionar correctamente os produtos na mente dos consumidores. Neste aspecto, a Refriango é uma referência do mercado nacional. Desde 2005 que o investimento em comunicação tem registado uma curva ascendente – mais de 10 milhões de dólares em 2009.  O factor emocional é o denominador comum das campanhas. A Refriango quer levar as suas marcas “ao coração dos angolanos”.

Veja-se, por exemplo, o caso da Red Cola, que apostou na imagem dos ex-SSP (Big Nelo e Jeff Brown) para se impor no mercado. Ou da associação da Blue às festas ou da Flash ao glamour de Hollywood.


Mercado informal com grande peso

Para que a empresa possa combater as marcas internacionais é necessário dar garantias aos consumidores sobre a qualidade dos produtos. Foi a pensar nisso que a Refriango criou um laboratório para proceder às análises microbiológicas ou físico-químicas dos seus produtos. “Ao todo, são realizadas mais de 250 mil análises, para assegurar que os produtos cumprem as especificações do ponto de vista organoléptico e microbiológico”, refere José Estêvão.

“No total, são analisados 40 parâmetros diferentes, disponibilizados pelos equipamentos em tempo real ou recolhidos através de análises laboratoriais. Mensalmente ou trimestralmente, são enviadas amostras para laboratórios externos acreditados. O trabalho do nosso laboratório é reconhecido no país e no estrangeiro”, diz com orgulho.

Hoje, a empresa produz 300 milhões de litros, dos quais 60 milhões são relativos à água purificada Pura e 150 milhões aos refrigerantes Blue. A restante capacidade de produção (90 milhões) refere-se às outras marcas (veja caixa “Mundo Refriango”).

O aumento da capacidade instalada é uma constante desde 2005, altura em que a produção atingia 100 milhões de litros.  Para abranger todo o território nacional, a Refriango dispõe de um serviço de distribuição porta a porta e uma força de venda que actua em Luanda, Lubango e Lobito. A rede de distribuição inclui também duas filiais: uma em Benguela, outra no Huíla. “Os tempos de entrega são de 24 horas após a encomenda”, diz Eurico Feliciano.

Os produtos da Refriango são distribuí-
dos essencialmente através do mercado informal (grossistas e key accounts) que foi, aliás, o grande motor de arranque da empresa. Cerca de 75 % das “grandes contas” são oriundos desse canal. Actual-mente, o mercado formal está a ganhar dinamismo através da chegada de mais supermercados e das grandes superfícies. Hoje, a Refriango actua também no canal Horeca (hotéis, restaurantes e catering), no retalho (cantinas e mercearias) e escolas.


Nova escola de formação e centro social

No que se refere à gestão de recursos humanos a Refriango já emprega 2 mil colaboradores. Este ano, serão contratados mais 500 funcionários. O cuidado posto na sua qualidade de vida é visível no campus fabril. “No primeiro semestre do próximo ano, estará pronto o centro social, que contempla refeitório, centro médico, salas de formação, campos desportivos e uma agência bancária”, adianta José Estêvão.

A aprendizagem contínua é outra das apostas. A Refriango está a construir uma escola de formação destinada, em primeiro lugar, aos colaboradores e familiares e, depois, à restante comunidade. A formação é assegurada por técnicos residentes. A empresa aposta igualmente nas acções de formação no estrangeiro.

Segundo José Estêvão, “é essencial investir na qualificação dos colaboradores. Temos a perfeita consciência de que a concorrência se vai intensificar e só os mais fortes e eficientes sobreviverão”, sublinha. Daí que a empresa queira desenvolver competências na área da liderança, a partir de cima para baixo. “Cada colaborador deve ser um líder na sua esfera de acção de modo a que os objectivos sejam partilhados por todos. Queremos formar os quadros angolanos que estejam motivados para trabalhar numa empresa líder no seu sector de actividade”, diz o administrador.


Bebida para crianças aposta na educação

Apesar dos constrangimentos ao nível da logística que ainda existem um pouco por todo o país, José Estêvão está optimista quanto ao crescimento do mercado angolano: “Há potencial para criar mais marcas locais fortes, de qualidade internacional.” De momento, a prioridade da Refriango é a conclusão da segunda fábrica no Kikuxi que vai ampliar a capacidade de produção para cerca de 900 milhões de litros e exigirá um investimento de 140 milhões de dólares. “É uma fábrica com tecnologia de ponta que vai assegurar um nível de produção que satisfaça o mercado interno”, diz.

Paralelamente, a Refriango pretende reforçar a sua carteira de marcas. “Queremos criar produtos novos que façam sentido para o mercado angolano. E introduziremos novas variantes para alguns produtos”, revela Eurico Feliciano. O responsável de marketing salienta que uma das práticas comuns na Refrianfo é “escutar o consumidor e fazer depender dele o lançamento do produto” (veja caixa “Como se cria uma nova marca”). Foi o que aconteceu, por exemplo, com a marca Tutti, um sumo de fruta sem gás, lançado no final do ano passado, cujos sabores foram testados e aprovados pelos consumidores angolanos antes de serem lançados no mercado.

O próximo desafio da Refriango será o lançamento de uma nova marca de bebida direccionada às crianças. Para o gestor, “Angola tem uma percentagem enorme de jovens. Logo, já se justifica a criação de uma marca vocacionada para este nicho de mercado”. Mas existem outras preocupações associadas à nova marca. “Terá um papel muito activo na criação de condições para que todas as crianças sejam muito mais felizes a estudar.” Daí que o merchandising que vai acompanhar o lançamento inclua estojos escolares, mochilas, lápis e outro material auxiliar dos estudos.


“Canta com Blue” vai chegar à televisão

A responsabilidade social é outro dos aspectos mais visíveis da Refriango. Um dos exemplos mais conhecidos é o “Canta com Blue nas Escolas”, que resulta de uma parceria com o Ministério da Educação. Segundo os gestores da empresa, “é uma iniciativa de marketing relacional que aproveita a popularidade da Blue entre as crianças e os jovens para dar a conhecer novos talentos musicais”.

Este concurso, que se realiza desde 2007, tem a participação de 210 crianças, de 10 escolas de Luanda e 30 das províncias.  A edição de 2009 terminou no dia 9 de Janeiro, com uma gala no Cine Karl Marx, em Luanda, na qual participaram os cantores Big Nelo, Anselmo Ralph, Ary e os Kalibrados. Jessica Ngunza (Escola 7022, Cazenga, Luanda), Mariana Samara (Escola 2034, Malanga, Luanda) e Filomena Cristina (Escola Casseque 1, Benguela) arrebataram os primeiros lugares do concurso.

Para além deste evento, o projecto inclui o Road Show Blue, “que leva a alegria e ritmo da marca aos consumidores das províncias”, e o Blue Festival, que se realiza anualmente com artistas internacionais. Segundo José Estêvão, o “Canta com Blue nas Escolas” vai ser transformado este ano num programa televisivo. “A riqueza de imagens que são geradas nos espectáculos faz-nos acreditar que este concurso tem tudo para ser um grande programa de televisão”, sublinha o gestor. Mais uma iniciativa que, para José Estêvão, resume o propósito da Refriango: “Uma empresa angolana, com marcas angolanas e uma equipa cada vez mais assente em angolanos”, conclui.

José Estêvão  Pai de dez filhos… e da Refriango

“Nunca acreditei que as pessoas conseguem 
o sucesso através da sorte.” Quem o diz é José Estêvão Daniel, 49 anos, administrador e sócio 
da Refriango. “A vida tem-me ensinado 
que o sucesso não pode ser alcançado sozinho. 
É fruto da aprendizagem, do trabalho duro e da interacção com a sociedade.”

Natural de Cangola, Uíge, Estêvão 
é descendente de pai Sulano (Bailundo) e mãe 
do Norte (Icolo e Bengo). Cedo viajou por diversas províncias, acompanhando o seu pai, um professor seminarista. Desse tempo recorda-se, sobretudo, das províncias do Bengo, Uíge e Luanda.

Aos 10 anos de idade foi viver com os seus padrinhos portugueses que desenvolviam actividades comerciais. É na “tarimba” que começa a aprender a actividade comercial. É também 
o tempo em que se envolve na política. Em 1973, enquanto geria o atendimento nocturno do balcão, servia de transmissor entre os compatriotas angolanos que participavam  na guerrilha. Abandona, em 1974, a casa dos padrinhos, que entretanto começaram a desconfiar das actividades clandestinas do afilhado. Em 1976, dedica-se 
à actividade religiosa leccionando catequese 
e sociologia. Dinamizou o Campeonato de Futebol 
de Bairros até 1980, altura em que leu o seu nome 
no Jornal de Angola, para incorporação obrigatória nas FAPLA, onde foi artilheiro antiaéreo.

A sua carreira profissional é retomada em 1984, altura em que ingressou no sector de logística como especialista de tráfego e transportes 
da Edinba, uma empresa pública. Em 1991, assumiu
a direcção do Comércio Provincial de Cuando Cubango e, um ano mais tarde, a chefia do Protocolo de Estado na província.

Em Setembro de 1992,  regressa a Luanda, 
onde iniciou a relação com a empresa Açorango, na área da importação de diversas mercadorias.

Seguiu-se o primeiro passo na área industrial com a Abastango, que mais tarde deu origem 
à Refriango. José Estêvão afirma que “a relação como accionista, e com os restantes fundadores, se mantém saudável desde então”.  

Hoje, casado, é pai de dez filhos: “O mais velho tem 29 anos e o mais novo 9.” E faz um parênteses na conversa: “Apesar do pai ser do Benfica, o filho mais novo joga nas Escolas do Sporting Clube de Portugal”, diz com um indisfarçável orgulho paterno.

Para além da vida familiar, a sua grande paixão é a Refriango, de que fala com orgulho e  sorriso nos lábios: “É neste momento uma das empresas mais conceituadas de Angola, fruto de muito trabalho, persistência e dedicação”, afirma. A vida foi dura, com momentos difíceis, 
mas não o amargou. Fala sempre com 
uma expressão amigável. Tem um espírito optimista, divertido e humilde, que ficou demonstrado durante a sessão fotográfica 
em que se envolveram diversos colaboradores 
da empresa. Ou nas fotos de capa desta revista em que conseguiu equilibrar os produtos 
da Refriango nos braços, sem nunca perder 
o sorriso ou a paciência com o fotógrafo.

 Extrovertido, afável e de bom trato, José Estêvão remata a conversa com um pensamento do filósofo Aristóteles: “Somos o que fazemos repetidamente. Excelência não é um modo de agir, mas sim um hábito.” Brindemos a isso!





Como se cria uma nova marca
 

A criação de um produto demora 
cerca de 11 meses.  É um processo 
em que os testes cegos (blind test) realizados pelos consumidores finais são a “prova dos nove” que decide 
o seu lançamento, ou não, no mercado. A título de exemplo, os testes cegos não foram feitos no caso do chá gelado (N’Ice Tea) e os seus resultados não acompanham o sucesso de outros produtos da Refriango. Para Eurico Feliciano, a criação de uma nova marca passa pelas seguintes etapas.



Canta com BLUE nas escolas
 

É o principal projecto de responsabilidade social da Refriango. Chegará à TV em 2010
Este ano o “Canta com Blue nas Escolas” vai chegar à televisão. O concurso, que aproveita a popularidade da marca Blue junto da população escolar, proporciona actividades extracurriculares aos alunos, ao mesmo tempo que descobre e desenvolve talentos nas escolas públicas. A iniciativa, que se realiza há três anos, tem o apoio do Ministério da Educação. Os que chegam à final partilham o palco com os seus ídolos musicais.


Road Show Blue

Outra iniciativa de cariz social que permite levar as estrelas da música às províncias
As digressões nacionais têm a  participação de artistas conhecidos do público angolano.  No Road Show Blue do ano passado, o DJ Big Renas e a cantora Ary foram as cabeças-de-cartaz, sucedendo aos Kalibrados e a Anselmo Ralph. Este projecto cultural, que  já conta com três edições, percorreu, em 2009, dez províncias. Ao todo, foram realizados outros tantos espectáculos. Segundo os responsáveis da empresa, “trata-se de levar a alegria e o ritmo da marca às províncias, espalhando música e boa disposição”.


Por: Francisco Moraes Sarmento
 

Comentários

  1. Moises Rufino Chihopio
    2012-06-11 18:03:58
    foi emoncionante esta historia mas contudo serve de motivacao para outros empresarios.... tenho sugestao na aria de publicidade da blue, e so entrarem em contacto comigo.
  2. Tilson felix cardoso
    2012-05-10 12:18:02
    estao indo bem... continuem ta!
  3. Tilson felix cardoso
    2012-05-10 12:17:57
    estao indo bem... continuem ta!
  4. jeronimo nguala muaca
    2011-04-15 15:29:01
    Antes de tudo obrigado pela oportunidade que ja encontrei o vosso web . Gostaria ser um dos vossos produtos principalmente o red cola , blue e outros mas até hoje ja fui para rainha ginga localizar vos nunca hachei vosso escritorio para abrir um contrato o meu telefone é 926 45 01 05 . obrigado
  5. joao vital. afonso
    2011-01-08 23:52:40
    eu joao vital.afonso natural de cazenga provincia de luanda. morador en capolo2 ao lado banda mizical gostaria saber como faser contrato, na refiango. qualção os documento nesesario é volor inisial, espeiro aresposta da refriango obrigado pela compréaç
  6. Utane Mavier Manzanza domingos
    2010-07-21 13:35:22
    pedido de emprego, porque me encontro numa situação muito dura
  7. Aissatu
    2010-06-01 22:19:56
    Sou guineense e estou prestes a me formar em Administração de Empresas, no Brasil. Escrevo para vos dizer que gosto muito da Exame Angola,pela qualidade dos artigos, pela maneira como os jornalistas escrevem (que nos entusiasma a ler mais e mais) e pela esperança que me dá ver boas notícias de um país irmão. Sonho que um dia poderei contribuir para a Exame Guiné-Bissau e que possamos seguir o vosso exemplo. Estão de parabéns!!! Bom trabalho!
  8. castelo
    2010-05-14 23:24:26
    Antes de tudo agradço aos srs.joao vicente e jose estevao daniel pelo espirito de empeendedorismo que tiveram e que continuam ter. mas acima de tudo, to a tempo pesquisando vosso site começando pela abastango que afinal ja nao existe.portanto o meu grande problema é como vos contactar porque eu ca no municipio do tomboco/zaire, so comercializo os vossos produtos portanto vinho gaivota,blue youki em fim, infelismente sinto-me muinto prejudicado e peço que me dessem vossos contactos e eu proprio começar a levantar os produtos nos vossos postos de abastecimento ou venda, porque eu disponho de uma carrinha toyota dina portanto peço os meu grande favor e se for pra um posto mais proximo, a minha casa é na cimangol e trabalho na provincia como ja fiz referencia. meu tel: 923321134 ou pelo email
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