Conferência internacional
O projecto LNG foi a grande estrela da conferência internacional sobre petróleos “Angola International Oil & Gás Conference Exhibition” (AIOGACE 20012) realizada no Hotel Sana e que atraiu as grandes multinacionais do sector. Além dos cerca de 300 participantes há a destacar a presença de numerosos stands de empresas do sector. Num dos discursos de abertura da conferência, o ministro dos Petróleos, Botelho de Vasconcelos, confirmou que este mês será realizado o primeiro carregamento de gás natural liquefeito a partir do projecto Angola LNG, localizado no Município do Soyo, província do Zaire.
Aiogace 2012: Luanda foi a capital mundial das indústrias do petróleo e gás
De acordo com o ministro dos Petróleos, o projecto vai gerar 5,2 milhões de toneladas de LNG por ano e fornecerá gás butano para consumo interno, tornando o país auto-suficiente. Entre os palestrantes os elogios ao projecto LNG, inovador a nível tecnológico à escala mundial, foram unânimes.
Também em destaque esteve o potencial petrolífero angolano na exploração da camada pré-sal (veja EXAME n.º 1). As recentes descobertas na bacia do Kwanza são o sinal de que os campos (recentemente concessionados) poderão ter um potencial semelhante ao da bacia de Santos, no Brasil. Os palestrantes manifestaram a esperança que os estudos em curso sobre o potencial das bacias de Benguela e do Namibe (offshore e onshore) sejam encorajadores.
Outro assunto em destaque foi o novo regime cambial aplicável ao sector dos petróleos, segundo a qual as multinacionais presentes em Angola passarão a fazer as suas operações financeiras através da banca nacional. Os membros do Executivo e os juristas presentes na sala tranquilizaram os operadores quanto à capacidade de liquidez da banca, tendo sido garantido o reforço da supervisão por parte do BNA. Na sessão de perguntas, discutiu-se a problemática de quais os funcionários do sector que poderão continuar a receber salários em dólares (apenas os não residentes cambiais) e sobre as novas taxas de imposto sobre os rendimentos das petrolíferas (50% para as empresas estrangeiras e apenas 35% para as nacionais).
Vai nascer em Viana num terreno de 100 hectares
e poderá gerar negócios
no valor de 2 mil milhões de dólares. O retail park já estreou.