Carta do Director
As grandes cadeias e marcas globais mostram-se cada vez mais activas no mercado angolano. Estão presentes com acções publicitárias de grande impacto, baseadas em conceitos dos anos 80 dos ensinamentos de Jay Conrad Levinson, o homem que consagrou a expressão “marketing de guerrilha”.
África não só virou moda. Virou, sobretudo, alternativa. E o chamado “ achatamento do mundo”, com a redução dos custos de transporte, comunicações e a transferência de tecnologias, cria possibilidades inenarráveis, tanto aos pequenos quanto aos médios e grandes investimentos.
Inequivocamente, subjaz à estratégia das grandes cadeias e marcas globais, a premissa segundo a qual a excepção Ocidental terá terminado. Sem dúvida, os negócios voltam-se para o Sul e, de forma mais objectiva, para o “continente da esperança”.
Iniciativas de comunicação externa de marcas globais tais como a Martini, ou os uísques Jameson, Johnnie Walker e Teacher’s fazem montra nas avenidas das capitais africanas. Luanda não foge à regra.
Depois de uma fase-laboratório na América Latina, a Coca-Cola, com uma experiência acumulada de mais de 120 anos, lançou a sua fórmula de franchising no continente africano.
A recente campanha de comunicação da Coca-Cola Bottling, a representante angolana da marca, foi lançada há cerca de três semanas. Os efeitos das acções genericamente denominadas “Mil Milhões de Razões para Acreditar em África” continuam a contagiar amplos sectores da sociedade. É uma campanha com as cores de Angola, com Anselmo Ralph, o mais venerado cantor romântico angolano da nova geração, como porta-estandarte. Reconheça-se-lhe (na campanha) a perspicácia e inteligência (com a aposta em famosos nacionais ) de quem usa “o seu poder e influência globais para se tornar local”.
Controversa, mas activa, a Coca-Cola possui operações em mais de uma vintena de estados africanos, sendo estes parte dos 90 mercados emergentes em que opera sob um modelo infalível do ponto de vista financeiro.
Aproximou-se das comunidades africanas através da sua fundação com o projecto RAIN (Replenish African Initiative), uma iniciativa ligada aos objectivos do milénio que visa fornecer água potável até 2015 às populações mais carenciadas. Possui 42 projectos de água potável em 27 Estados africanos.
Nesta edição da Exame, destacamos uma entrevista do angolano que dirige as operações da marca norte-americana em Angola.
De leitura obrigatória também, os programas de apoio do Governo às micro, pequenas e médias empresas (MPME). Independentemente dos diversos pressupostos de análise sobre a oportunidade do seu lançamento, este é um dos maiores desafios que o país enfrenta. Como, aliás, referimos no artigo-âncora deste tema, “ as pequenas nunca foram tão grandes”. O programa Angola Investe inclui 14 iniciativas para o desenvolvimento das MPME. São 20, os bancos comerciais angolanos que estão em linha para o apoio financeiro ao referido programa a uma taxa de juro de 5% bonificada pelo Estado.
Por: João Van DunemVai nascer em Viana num terreno de 100 hectares
e poderá gerar negócios
no valor de 2 mil milhões de dólares. O retail park já estreou.