Distribuição
Imagine um centro comercial que junta um espaço para atendimento público, lojas privadas e serviços financeiros integrados. Agora acrescente uma rodovia com um terminal para apoiar os autocarros nas viagens interprovinciais. O resultado é o Nosso Centro, um moderno condomínio comercial que, segundo os promotores, oferece conforto, segurança, proximidade e qualidade de vida às famílias de rendimentos médios ou baixos.
INAUGURAÇÃO DO NOSSO CENTRO: Ministra de Comércio, Idalina Valente, na abertura de um centro comercial popular, de dois pisos, que junta serviços públicos, lojas privadas e terminal de transportes. A rotunda do Gamek está irreconhecível
A ministra do Comércio, Maria Idalina Valente, descerrou a placa dourada, abriu o champanhe francês e inaugurou o projecto, localizado na antiga rotunda do Gamek (Morro Bento). “A criação do estabelecimento nesta zona, habitada por cerca de 400 mil pessoas, visa aproximar um conjunto de serviços aos cidadãos, ajudar a descentralizar o comércio e os serviços públicos e modernizar as actividades comerciais e de prestação de serviços”, argumentou a ministra. Considerado um marco na requalificação urbana, o Nosso Centro descentraliza o acesso aos serviços públicos, oferece comércio directo à população e oportunidades de investimento a pequenos e médios empresários.
O empreendimento, de dois pisos, foi erguido sobre uma área de 38 mil metros quadrados. Inclui dois pisos onde estão disponíveis 27 serviços públicos, 26 privados e 38 comerciais a somar a um terminal rodoviário interprovincial e três parques de estacionamento. O investimento (no início da obra falava-se em 65 milhões de dólares) foi da responsabilidade do Programa de Reestruturação do Sistema Logístico e de Distribuição de Produtos Essenciais à População (PRESILD) que detém 94,5% do capital (os restantes 5,5% pertencem ao governo provincial de Luanda). A construção durou dois anos e as obras estiveram a cargo da construtora brasileira Odebrecht. A gestão do projecto, por sua vez, foi atribuída à Gestor Empreendimentos, uma empresa de capitais angolanos.

Depois da inauguração do Nosso Centro, a ambição de Xá-Kimona Agostinho é negociar com o Governo a expansão do projecto. “Julgo que este conceito deve ser multiplicado noutros locais de Luanda assim como no resto do país, pela utilidade e benefícios que proporciona aos cidadãos.” A ministra Maria Idalina Valente concorda com esta visão. “A infra-estrutura tem associada uma melhoria da rede dos transportes, algo que aumentará o fluxo de passageiros e de receitas que propiciarão o surgimento de outras iniciativas do género pelo país”, afirma.
No mês passado, a antiga rotunda do Gamek nunca teve tanto movimento ministerial. É que mesmo ao lado do Nosso Centro deu-se o relançamento do Nosso Super, outras das promessas da ministra Idalina Valente. A empresa brasileira Odebrecht juntou-se a uma parceira angolana — cuja identidade não foi revelada — para dar nova vida à cadeia de lojas que tivera sido inicialmente lançada pelo Governo, mas que, posteriormente, caiu na insolvência e fechou as portas. Agora a gestão está entregue a uma empresa privada designada Nova Rede de Supermercados de Angola (NRSA).
O director-geral, José Eduardo Salomé, afirmou que a reabertura do supermercado, cujo investimento também não foi revelado, enquadra-se no relançamento da rede Nosso Super. Seguiram-se as reinaugurações das lojas de Viana, do Benfica, Golfe, Cacuaco, Calemba II, Frescangol, Sambizanga e Samba. Este mês, segundo esclareceu o gestor, o esforço será alargado às províncias. “O objectivo é abrir 29 lojas em todo o território nacional e criar 2 mil postos de trabalho directos”, resumiu o responsável da NRSA.

Foi com os mesmos objectivos que alguns dias antes foi relançada, também com a presença da ministra do Comércio, a rede de supermercados Poupa Lá. A cerimónia ocorreu na loja da Camama, em Luanda-Sul. Ao longo do mês passado, foram reabertas as restantes 17 lojas desta rede de proximidade, nas províncias de Luanda e do Huambo, agora com nova imagem institucional (o novo slogan é: “Onde comprar é poupar”) e a presença, na maior parte delas, de uma agência bancária do BPC. A gestão da rede de supermercados Poupa Lá continua sob a responsabilidade do Entreposto Aduaneiro de Angola, que vai criar 340 postos de trabalho directos.
Objectivo é garantir a regularidade da oferta e a estabilidade nos preços dos produtos essenciais
Vai nascer em Viana num terreno de 100 hectares
e poderá gerar negócios
no valor de 2 mil milhões de dólares. O retail park já estreou.