Edição nº 29
 

CPLP

Passagem de testemunho

Publicado a 14-08-2012 8:49:00

A cidade de Maputo, capital moçambicana, acolheu no passado dia 20, a IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), sob o tema “A CPLP e os desafios da segurança alimentar e nutricional”. O encontro marcou a passagem da presidência rotativa de Angola para Moçambique para um mandato de 24 meses. Quanto aos resultados práticos da cimeira, o golpe militar na Guiné-Bissau, ocorrido em Abril, foi veementemente condenado pelos oito membros da CPLP.

Foto de família: Vice-presidente Fernando Piedade dos Santos representou o país em Maputo

“As únicas autoridades da Guiné-Bissau reconhecidas pela CPLP são as que resultam da legitimidade constitucional e democrática, à qual expressamos o apoio e exigimos a reposição integral da ordem constitucional, a restauração da autoridade dos órgãos legítimos de poder, incluindo o Presidente da República interino e o primeiro-ministro”, lê-se na declaração conjunta. Um segundo tema forte foi a discussão em torno da adesão da Guiné Equatorial à CPLP. Fernando da Piedade Dias dos Santos, vice-presidente de Angola, referiu que o candidato registou “poucos progressos” ao nível dos regulamentos da organização (a manutenção da pena de morte continua a ser um dos pontos mais sensíveis).

A cimeira marcou também o fim do mandato como secretário executivo do guineense Domingos Simões Pereira. Moçambique faz o pleno com a nomeação de Murade Isaac Miguigy Murargy, um diplomata de 65 anos de idade, que desempenhava as funções de embaixador em Brasília. O novo “homem forte” da organização assumiu como prioridade o fomento da coordenação das acções no combate à fome è pobreza (nesse sentido a experiência no Brasil será certamente útil). Foi decidido que a equipa de Murargy contará com um orçamento de 2,1 milhões de euros para 2013 e de um Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional, que terá a função de coordenar a aplicação da estratégia de combate à fome e à má nutrição nos países da CPLP. Recorde-se que organização criada há 16 anos, integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


 
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